quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Seis Dias Antes


O trágico não vem a conta-gotas – Embora pudesse senti-las caindo sobre minha cabeça, não sabia se aquele era o velho sentimento. Derrota. Não! Eu nunca perco e ninguém perde, ninguém aprende – As gotas eram da chuva.

Houve um tempo em que podia andar por essas ruas e rir de todos os velhos, gordos, mendigos, ricos, magros, jovens, todos os miseráveis que passavam por ali, olhando as vitrines, preocupados com alguma coisa banal – Um bando de idiotas! – Desta vez, quem olhava a vitrine era eu, além do rosto da Barbie (que parecia mesmo a Lady Gaga) eu podia ver meu reflexo: Eu era mesmo um monte de merda, mas de certa forma aquilo me agradava, até o sentimento de inveja - eu invejava todos os estúpidos moradores dessa cidadezinha, apenas por não serem eu – me agradava.

O trágico não vem conta-gotas – Lembrei de quando li um conto com essa frase, talvez não fizesse muito sentido, até aquele momento. Talvez Chico estivesse errado e isso me confortava.

Egoísta! – Estufo o peito com orgulho – Eu era a escória, tudo de mau, tudo que eu condenava, e naquela noite, realmente estava feliz com a idéia. Minhas pequenas vinganças, minhas pequenas maldades, meus vícios... Quem compreenderia afinal de contas? Já não importava, não mais.

Basto a mim mesmo.
Basto-me!
O telefone Toca!
E volto ao mundo aonde eu não sou nada, aonde somos todos a mesma porcaria.



Obrigado por ter perdido seu tempo lendo essas asneiras.
E lembre-se que alfaces não falam, então você provavelmente está tendo alucinações.

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